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Bem Feliz Destaque

Enfim, sós! A relação conjugal e suas etapas

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Era uma vez uma moça… Era uma vez um rapaz…

Um dia, se encontraram, conversaram e se gostaram. Tempo vai, tempo vem… e eles resolveram comungar uma vida juntos. O casal faz planos, sonha juntos e se compromete com uma relação estável e duradoura. Complementam-se e adaptam-se reciprocamente de modo a constituir um modelo de funcionamento conjugal. É muito provável que esse modelo resulta inicialmente da integração do modelo de conjugalidade construído nas famílias de origem.

Até que chega o momento de se entregar à relação sem ter a sensação de renúncia à individualidade ou às questões familiares. Do mesmo modo, não se deve renunciar às influências que o outro traz à relação. Cada membro vai reconstruir sua realidade individual, que deve estar também correlacionada com as definições do outro. Ou seja, os dois elementos do casal têm que negociar a vivência a dois, o que implica tomar uma série de decisões e posturas no cotidiano comum que, para além de ganhos, também implicam perdas, tudo para uma boa funcionalidade da relação a dois.

Agora, eles são “ex-solteiros” querendo criar uma nova família e um modelo próprio relacional, em que deve haver tempo e espaço para o “eu”, o “tu” e o “nós” e não tanto para os “outros”, que deverão ficar para segundo plano. Aprende-se então a desenvolver limites/fronteiras que protejam o casal da intrusão de outros membros. Assim, o casal aprende a lidar com o stress intra e extra familiar, e suas necessidades psicológicas serão supridas.

O dito popular tem alguns clichês que cabem muito bem numa relação a dois: “não se pode ter 100% de tudo” ou “quando se faz uma escolha, automaticamente você abre mão de alguma coisa”. Quando se resolver ser um casal, algumas atitudes são necessárias para preservar esse relacionamento. São esses padrões de comportamento instalados desde o começo que vão manter a relação ao longo do tempo, permitindo que essa resista à diversas circunstâncias e às mudanças previsíveis e imprevisíveis do ciclo de vida. Continue Lendo

Bem Saudável Destaque

Atenção, mães! Dicas para crianças evitarem dores nas costas ao usar tablets e smartphones

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Até pouco tempo, as dores nas costas eram problemas que afetavam mais adultos jovens e idosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80 a 85% da população vai experimentar pelo menos um episódio de dores nas costas ao longo da vida. Já é a segunda maior queixa das pessoas no mundo, ficando apenas atrás do resfriado.

Mas a globalidade, as interações tecnológicas e o contato cada vez mais precoce com novos dispositivos móveis de comunicação e acesso à internet estão fazendo novas vítimas: as crianças. O fácil acesso a esse tipo de aparelhagem, associado ao alto grau de entretenimento que eles possuem, estão afastando nossos “pequenos” das brincadeiras de rua, dos esportes e demais atividades dinâmicas. Claro, também não podemos esquecer que o ritmo de vida dos pais e aspectos cotidianos, como violência urbana, contribuem para um certo “confinamento” das crianças em casas e apartamentos.

Estudos brasileiros constataram que a prevalência de dores nas costas varia de 32% a 57% entre crianças de 7 a 14 anos. O posicionamento adotado pela coluna e o sedentarismo enfraquece a musculatura abdominal e vertebral das crianças, deixando a coluna desprotegida. O grande vilão da coluna e da postura das crianças há bem pouco tempo era o peso das mochilas. “Os tablets e smartphones chegam a representar 75% das causas de dores nas costas nas crianças e adolescentes”, afirma João Paulo Bergamaschi, médico especialista em coluna vertebral do Hospital Samaritano, em São Paulo. Continue Lendo

Bem Feliz Destaque

Os três vales para um casamento feliz

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Em artigo anterior, tentei trazer a reflexão sobre a vida de casamento, comparando-a a vales e montanhas. Terminei-o com algumas perguntas. Antes de avançar no texto, preciso que você pense e responda com sinceridade:

    1. Hoje, onde está o seu casamento? Num ponto alto (montanha) ou num ponto baixo (vale)?

    2. Quando se casou, onde desejou que a sua nova família estivesse, no vale ou na montanha?

    3. Onde quer que o seu casamento esteja hoje, lá em cima na montanha ou no vale ao nível do mar?

Essas são reflexões importantes que podem ajudar a, inclusive, salvar um casamento.

Quando nos encantamos por alguém (quem nunca?) sentimos atração física. Buscamos estar na presença da pessoa que nos atrai o máximo de tempo possível. É aquela sensação que Sinatra tão bem descreveu dizendo que “quando você sorri, o mundo sorri com você”. Tudo é belo na presença da outra pessoa. A proximidade a ela é a própria vida, e não poder ficar com ela pode ser até não valer a pena viver! O peito parece se esvair de paciência nessa separação! Procuramos todas as oportunidades para estar com a pessoa. Desconectamo-nos ao mundo se necessário para buscar um sopro de atenção.

Esse é o primeiro de quatro vales para um casamento feliz: o vale da busca. É aqui que melhor desenvolvemos uma virtude cada vez mais rara, a paciência. A paciência da espera, mas também a paciência perante as imperfeições. O encantamento é tanto que aceitamos todas as imperfeições que a outra pessoa demonstra (sim, essas mesmas que dez ou quinze anos depois são inacreditáveis, mas no começo fazem parte do próprio charme que nos encanta, não é?). Buscamos agradar essa pessoa para que ela também queira passar mais tempo conosco. E se a coisa vai bem, passamos… Continue Lendo

Bem Separada Destaque

“Sofri, agora sou free”: a liberdade pós-separação

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Você já esteve em um relacionamento longo e se separou? Como se sentiu? O que quer dizer liberdade para você?

Liberdade é uma das palavras que mais fazem sentido na minha vida. Vou lhe contar por quê.

A maioria das pessoas não entende o verdadeiro sentido de liberdade. Acham que, quando alguém se separa, está só procurando diversão, sexo sem compromisso ou necessariamente fugindo de relacionamentos sérios. Será?

Vejo que esse não é o caso da maioria das mulheres, e tomo como base os relatos que tenho escutado de várias delas.

Nosso olhar deve ir mais fundo. A duras penas, aprendi que, para conquistar liberdade, temos de abrir mão de alguns “confortos” e assumir mais responsabilidades. Quer dizer: liberdade também é renúncia e sacrifício. Mas ainda não lhe falei do prazer e da realização que ela traz.

Na minha avaliação, é quase uma troca. Porém, para mim, ela sempre valeu a pena! Sentir o prazer de ter opinião própria, poder expressá-la, colocá-la em prática, fazer as próprias escolhas, ter direito no sentir e conduzir a própria vida. É maravilhoso! Continue Lendo

Bem Feliz Destaque

As boas separações

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“Conhece-se bem uma pessoa pelo modo como ela lida com uma separação ou infidelidade” (Prado, As múltiplas faces da Infidelidade, 2012).

Essa é uma constatação extraída de minha experiência de mais de 40 anos trabalhando com indivíduos e casais que lidaram com separações e infidelidades. Em minhas vivências pessoais e na de muitos amigos e colegas que acompanhei nesses anos, fui consolidando a validade dessa afirmação.

Mas antes de seguir refletindo sobre esse tema, quero me apresentar aos leitores do site Bem Separadas, que conheci recentemente em uma apresentação de Valéria Ruiz, num encontro de terapeutas familiares e de casais, em Pirenópolis (GO). Achei muito oportuno e valioso a existência de um espaço voltado para pessoas que viveram, estão vivendo ou consideram a possibilidade de enfrentar uma separação conjugal. Nesses momentos, poder contar com alguma informação, orientação ou com o apoio de alguém mais experiente é fundamental.

Nossa sociedade não tem uma longa tradição em lidar com separações e divórcios. Menos de trinta anos nos separam do tempo em que as mulheres separadas eram objeto de profundos preconceitos e passavam por muitas dificuldades para levar suas vidas fora do casamento. Não temos nem mesmo rituais em nossa cultura para ajudar as pessoas a lidar com a questão do divórcio. E como rituais podem ser valiosos em situações como essa! Lembremos, apenas para comparação, dos múltiplos rituais que nossa cultura oferece às pessoas que perdem algum ente querido.

Separações implicam também muitas perdas – com elas morrem projetos de vida a dois, morrem esperanças e sonhos. Também, como as perdas familiares, causam dor, tristeza e, muitas vezes, também raiva, medo e ansiedade. São muitas e intensas as emoções que são vivenciadas nesses processos, muitas vezes longos e tortuosos. É preciso que ambos cônjuges estejam preparados, e isso somente acontece, ao mesmo tempo, em apenas 15% dos casos. Nos outros 85%, um dos parceiros se dá conta primeiro de que algo não vai bem na relação e que a separação pode ser um caminho para o casal. Aquele que ainda não está consciente dessa necessidade, reluta em aceitá-la, muitas vezes retarda e dificulta o processo. Continue Lendo