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Sexualidade: redescobrir para prosseguir

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Nesta minha primeira participação como colaborador do Bem Separadas vou sugerir alguns primeiros passos para a mulher recém-divorciada se reaproximar de sua sexualidade, porém é indispensável falar sobre um processo que nomeei de “dependência sexual” antes de prosseguirmos.

A dependência sexual surge quando um casal se relaciona por tempo suficiente a ponto de desenvolver alguns pequenos hábitos sexuais, que passam pelo jeito do casal se tocar, a pressão feita com o toque, a sequência das carícias (um tipo de “script” sexual), as regiões estimuladas, as formas de carícias aceitáveis e não aceitáveis e as negociáveis e inegociáveis.

Estas práticas sexuais se enraízam em nossa psique e se configuram como um tipo de padrão, que nos acostumamos a seguir de maneira praticamente automática e, muitas vezes, sentimos dificuldade em entender que não se tratam de práticas rígidas e pré-definidas, mas apenas de formas específicas de expressão sexual, dentro do rol de possibilidades ilimitadas que é a sexualidade feminina.

Algumas pesquisas indicam que um grande número de mulheres deixa de praticar a masturbação ao longo do casamento. Este dado é uma indicação do quanto a mulher perde o contato com sua sexualidade individual, muitas vezes mantendo seus desejos e fantasias sexuais atrelados de maneira concreta exclusivamente à presença do parceiro.

Se você deseja seguir em frente e se abrir à possibilidade de viver outras experiências sexuais, é fundamental se libertar da dependência descrita acima. Esse processo passa por reconstruir sua relação com seu autoerotismo, retomar o contato com seu corpo e aprimorar sua capacidade de fantasiar de maneira independente.

Existem alguns caminhos a seguir, que podem lhe auxiliar nos primeiros passos rumo a si mesma. Lembre-se que cada mulher tem seu ritmo, seja gentil consigo mesma, tenha paciência e esteja atenta a cada sensação que estas experiências evocam. Seguem abaixo quatro estratégias que podem facilitar esse processo: Continue Lendo

Bem Separada Destaque

Setembro amarelo: suicídio tem relação com separação e divórcio?

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Vou aproveitar esta oportunidade que está sendo levantada com propriedade sobre o suicídio, nesta linda campanha do Setembro Amarelo, para abordar dentro da nossa temática de separação e divórcio a importância da atenção que devemos dispensar sobre essa triste realidade. Um dos depoimentos que mais me emocionaram durante este um ano e quatro meses de Bem Separadas foi um e-mail que recebi de uma mãe elogiando nosso trabalho e ressaltando a importância desse tipo apoio e acolhimento. Ela revelou que sua filha de 32 anos de idade, bem-sucedida profissionalmente, linda, com um filho de nove anos, suicidou-se e deixou uma carta revelando que havia cometido o ato por não suportar a dor do término do casamento.

Outro dia quando fui a um cartório resolver um resquício da minha partilha, a moça que me atendia comentou que a sua mãe fez a partilha como a minha e começamos a conversar sobre o assunto. Apresentei a ela o projeto do Bem Separadas e ela se encantou. E aproveitei para comentar sobre o depoimento dessa mãe que citei acima, pois foi a partir desse depoimento que minha ficha caiu sobre a importância e profundidade do projeto, o tamanho da minha responsabilidade e missão.

Assim que terminei de falar, ela revelou que sua mãe também havia tentado suicídio. Inicialmente fiquei assustada. Neste momento, outra moça que estava sendo atendida na baia ao lado nos interrompeu pedindo desculpas, dizendo: “Não pude deixar de ouvir a conversa de vocês. Parabéns pelo trabalho, precisamos muito divulgar o assunto, pois hoje faz um mês que a minha irmã, de 28 anos, se suicidou pelo mesmo motivo”. Foi então que fiquei abalada. Em 10 minutos, duas revelações tão tristes de algo tão grave. E daí pra frente perdi as contas de quantos relatos parecidos ouvi. Continue Lendo

Bem Protegida Destaque

O papel do mediador em conflitos familiares

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A todo momento aparecem conflitos em nossas vidas, seja no campo profissional, pessoal, social ou familiar. Apesar da palavra estar recheada de negatividade, o conflito pode ser visto como uma oportunidade de oferecer aprendizados e crescimento, onde quer que ele surja.

Uma das vertentes de atuação do psicólogo dentro da Psicologia Jurídica é trabalhar com os conflitos que aparecem no âmbito familiar, no intuito de trazer o lado positivo do conflito e evitar prejuízos maiores às partes envolvidas. A mediação trata-se, portanto, de um método de prevenção e solução consensual na família em casos de separação e divórcio.

Para que ela ocorra, antes de tudo, é preciso perceber quais aspectos psicológicos estão por trás do conflito que as partes expõem, o que tornará a prática do psicólogo indispensável nesse tipo de resolução. Um bom profissional saberá facilitar a comunicação entre os membros da família, no sentido de buscar a melhor solução para todos, principalmente ao que se refere à preservação dos direitos das crianças e adolescentes.

Num processo de separação, muitas vezes o casal não consegue manter uma boa comunicação, sendo necessária a intervenção de uma terceira pessoa, externa à situação e que tenha um repertório vasto de habilidades, técnicas e conhecimentos específicos que possa lidar com as questões emocionais do ser humano, entendendo suas relações. Continue Lendo

Bem Feliz Destaque

Diga não aos relacionamentos abusivos

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Hoje em dia, milhares de pessoas, em sua maioria mulheres – mesmo com todas as suas conquistas de independência, permanecem subjugadas atrás de véus de sofrimento, ficando reféns de relacionamentos abusivos, com parceiros que exercem um tipo de sequestro emocional. Algo que rapidamente se transforma em sequestro de alma, quando estrategicamente roubam das suas vítimas os seus próprios cenários existenciais.

Um tipo de manipulação perversa em que as vítimas sequencialmente vão perdendo referências sobre si mesmas, sobre o que lhes é vital, sobre o que verdadeiramente lhes fazem sentido. Tais abusadores fazem uso estratégico de táticas com a inserção de uma escravidão velada e em que a vida das pessoas que entram nessas tramas é literalmente roubada.

É especificamente neste cenário de pleno século XXI, quando grande parte das mulheres almeja e muitas já se encontram financeiramente independentes, que acontecem tais dinâmicas. Mesmo considerando as facilidades para se divorciar sem o antigo preconceito que antes rondava este tema, observa-se que embora os caminhos estejam abertos para que o desenvolvimento da individualidade se manifeste, infelizmente, porém, este fator ainda não ocorre em sua plenitude.  Em alguns casos, como o tema que estamos revelando, o sentido oposto de  tudo o que pode significar liberdade é o que costuma acontecer.

A boa notícia é que começa a se fazer ouvir um grito de pedido de ajuda, que antes era silencioso. Continue Lendo

Bem Próspera Destaque

QUANDO A FAMÍLIA É O NEGÓCIO: Ela fez carreira em casa. Alguém duvida do que ela é capaz?

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Capítulo I – A rainha do lar

Maria coloca o livro na cabeceira da cama. Exausta após ler Cinderela pela milionésima vez, olha Mariana, sua filha de 5 anos, dormir tranquila. Missão cumprida. Vai ao quarto de Antônio, seu lindo garotinho de 7 anos, e o cobre com um beijo e cobertor. Na parede o relógio marca 20 horas e a avisa que seu dia de borralheira ainda não acabou.

Roupa na máquina, louça no lugar, carne descongelando, marido a lhe esperar. Prepara um cappuccino do jeito que ele gosta e senta ao seu lado para conversar. “Como foi seu dia, amor?”, ela pergunta sem nenhum pudor.

Carlos habitualmente estressado não demora a listar todos os problemas do trabalho que ocorrem dia aqui, outro dia acolá. A equipe anda desmotivada, os fornecedores os prazos não conseguem honrar, há falhas nos controles de qualidade e as metas parecem distantes de alcançar. Ela carinhosamente põe a mão no seu ombro, o olha diretamente nos olhos e se põe a falar: “Você é a pessoa certa para esse trabalho e mais preparado não há. Você vai dar o seu melhor e os resultados logo vão chegar”. Ele responde também olhando dentro dos seus olhos: “Quem dera a minha empresa fosse como o nosso lar”.

Ela sorri e lhe beija a boca antes de sair. Com tudo no seu devido lugar, ela se retira para o quarto e logo se põe a pensar. Será que ela seria capaz de com todos aqueles problemas lidar? Se na sua casa tudo funciona, será que ela faria outro lugar funcionar?

Após as doze badaladas ela ainda está em claro, não virou abóbora e nem sabe se demora o dia a clarear. Cheia de ideias, a noite inteira fica matutando e sente que é chegada a hora de uma mudança se passar. Continue Lendo